Nos falta originalidade para quebrar as velhas tradições. Recentemente li uma matéria dizendo que, muito embora o brasileiro seja conhecido por sua criatividade, poucos eram os registros de produtos inovadores no mercado.
Mas a falta de originalidade nos ataca até nas coisas mais banais do dia-a-dia. Como nas justificativas. Esse mês o filho do presidente viajou num avião da FAB, com mais 15 pessoas, de São Paulo a Brasília. Não há norma nenhuma dizendo que isso pode. Viajar no avião da FAB justifica-se quando há interesse para a sociedade, quando há uma figura importante do governo trabalhando a nosso favor e precisa da proteção. Não era o caso.
E o pior é que a justificativa do governo para o descaso com o recurso público é que isso é costume. Sempre foi assim, e continua assim. Os outros governos fizeram e esse faz também.
O erro do outro não pode nunca justificar o nosso erro. Alguém jogar lixo no chão não é motivo para jogarmos também. Se assim fosse, não progrediríamos nunca. Imagina se agora vamos dizer que assaltar, traficar e matar são práticas comuns no rio, e a gente só continuou. Não cola, porque não é justificativa.
E vale lembrar que dinheiro público não é dinheiro sem dono. Dinheiro público deveria ser tratado com o maior respeito por todos, pois é fruto do nosso trabalho diário, dos nossos tantos impostos, e tem que ser usado para melhorar a nossa vida. Não a vida de 1, mas igualitariamente de todos. Tem que ser usado nas escolas, hospitais, transportes, saneamentos, redes pluviais, sistema elétrico, e todas as muitas e muitas coisas que são pagas com o nosso dinheiro. É o nosso dinheiro voltando para a gente. Por isso não pode, nunca, servir para atender a 1, e nem para usar a frase cretina de gente tapada “eu tô pagando, posso pegar pra mim”, ou ainda, o posso sujar, quebrar...
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
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