Não sei dizer o que aconteceu. Também não sei dizer quando aconteceu, só sei dizer que não era assim.
Nenhum de nós era.
Éramos todos felizes. Assim, sem motivo. Ou, simplesmente, por não haver motivo para não ser.
Mas alguma coisa mudou. Não somos mais como éramos.
Eu era feliz sem motivo. Agora, preciso de um motivo. Preciso saber porque estou sorrindo.
Às vezes me dou conta, no meio da rua, no meio do dia, de que estou com uma cara séria, e me esforço para sorrir. Faz bem andar com um sorriso. Além de ser contagiante. Quando falamos com alguém sorrindo, automaticamente, a pessoa começa a sorrir de volta.
Mas às vezes esqueço, e continuo andando, séria.
O que não tem nenhuma relação com ser uma pessoa séria. A pessoa pode ser séria, com princípios, e feliz e sorridente.
Fui numa sessão de teatro cômico. Achei super engraçado. Ri a sessão inteira. Mas saí com o mesmo torpor.
A vida, agora, já não é mais colorida.
É cinza.
E não é só a minha. Vejo como eles estão. Também não estão felizes.
O que o tempo fez conosco?
domingo, 1 de agosto de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Esperança
A esperança é um sentimento engraçado. Só existe quando contraria todas as probabilidades. É mais forte quanto quando todas as chances estão contra. No entanto ela está lá. Uma pontinha de esperança. De que haja uma reviravolta, de que nada aconteça como o previsto, e que dê tudo certo no final.
É o fio de luz no breu do túnel. É o sentimento que aquece com um pouco de ansiedade. Afinal, a esperança é a expectativa de que dê certo. Então o resultado há que chegar logo. Que todas as esperanças se concretizem...
É o fio de luz no breu do túnel. É o sentimento que aquece com um pouco de ansiedade. Afinal, a esperança é a expectativa de que dê certo. Então o resultado há que chegar logo. Que todas as esperanças se concretizem...
sábado, 27 de março de 2010
Adoção
Sexta-feira assisti a uma palestra sobre a nova lei da adoção. Por conta da nova lei foi feito um levantamento nacional de quantas crianças temos em abrigo, e o número é assustador: são 80.000 crianças abandonadas no Brasil! E 3.600 no estado do Rio.
Mas, o que consegue ser ainda mais devastador, somente 3 crianças por chegavam a ser adotadas no Rio, e a grande maioria entrava nos abrigos com meses e saia ao completar 18 anos. Saiam aos 18 completamente desamparadas, despreparadas, desestruturadas... O que um menino, ou uma menina, sem casa e sem família vai fazer aos 18 anos? É um ciclo cruel e viciante, pois a criança que foi abandonada tende a abandonar também. Foi o exemplo que ela recebeu. Ninguém a ensinou a amar e ser amada, ninguém a ensinou a se apegar e lutar por seus queridos.
E ninguém vê. Ninguém se preocupa com a situação dessas crianças.
Embora tenha muitos defeitos a nova lei da adoção conseguiu chamar atenção para esse lado perverso. Estão começando a olhar por essas crianças. Estão começando a acompanhar suas histórias, a não deixar com que pais ausentes as mantenham presas (pois muitas mães só tiram os filhos dos abrigos quando são ameaçadas de perder a guarda do filho, mas depois que o perigo passa, devolvem para o mesmo abrigo).
Espero que esse número nacional caia drasticamente. Sei que sempre teremos crianças sendo abandonas, mas que elas não fiquem esquecidas pelo resto de suas vidas.
Mas, o que consegue ser ainda mais devastador, somente 3 crianças por chegavam a ser adotadas no Rio, e a grande maioria entrava nos abrigos com meses e saia ao completar 18 anos. Saiam aos 18 completamente desamparadas, despreparadas, desestruturadas... O que um menino, ou uma menina, sem casa e sem família vai fazer aos 18 anos? É um ciclo cruel e viciante, pois a criança que foi abandonada tende a abandonar também. Foi o exemplo que ela recebeu. Ninguém a ensinou a amar e ser amada, ninguém a ensinou a se apegar e lutar por seus queridos.
E ninguém vê. Ninguém se preocupa com a situação dessas crianças.
Embora tenha muitos defeitos a nova lei da adoção conseguiu chamar atenção para esse lado perverso. Estão começando a olhar por essas crianças. Estão começando a acompanhar suas histórias, a não deixar com que pais ausentes as mantenham presas (pois muitas mães só tiram os filhos dos abrigos quando são ameaçadas de perder a guarda do filho, mas depois que o perigo passa, devolvem para o mesmo abrigo).
Espero que esse número nacional caia drasticamente. Sei que sempre teremos crianças sendo abandonas, mas que elas não fiquem esquecidas pelo resto de suas vidas.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Defasagem
É impressionante a velocidade com que a tecnologia avança. Diariamente surgem diversos novos recursos. E o que acontece é que, diariamente, estamos cada vez mais defasados. Simplesmente não há humano capaz de acompanhar tudo que surge de novo e ainda viver na realidade não virtual. Realidade que às vezes parece em vias de extinção, pois não param de inventar novas vidas virtuais...
Até pouco tempo atrás eu me considerava atualizada, basicamente sabia mexer no computador, navegar na internet e usar o celular. Já não sei mais fazer essas coisas. Os sistemas operacionais estão cada vez mais diferentes e os programas mais intuitivos, assim como os celulares. Aparentemente, embora eu seja mulher, não sou intuitiva, pois esses sistemas não me são nada intuitivos...
E na internet também aparece uma novidade a cada dia. Ainda sou fascinada pela internet, essa janela para o mundo, onde podemos acessar biografias, livros, dicionários, tradutores, jurisprudências, legislações, e de qualquer país! E também podemos acompanhar a vida de qualquer pessoa. O pior é que as pessoas querem que acompanhemos suas vidas!
O twitter é a prova. As pessoas já nem tem mais opiniões, elas têm pensamentos de 1 frase! E compartilham imediatamente com todos. Fez tanto sucesso que os demais sites de relacionamento também criaram seus murais onde as pessoas vão postando seus pensamentos, atualizando o mundo quanto ao andamento de seus afazeres diários.
Mas enfim. A questão é que cada vez que surge um novo site, temos que aprender tudo de novo. Nada impossível, basta um pouco de paciência. Mas para quem tem apenas 26 anos, é impressionante que ficar defasada nas tecnologias com essa rapidez...
Até pouco tempo atrás eu me considerava atualizada, basicamente sabia mexer no computador, navegar na internet e usar o celular. Já não sei mais fazer essas coisas. Os sistemas operacionais estão cada vez mais diferentes e os programas mais intuitivos, assim como os celulares. Aparentemente, embora eu seja mulher, não sou intuitiva, pois esses sistemas não me são nada intuitivos...
E na internet também aparece uma novidade a cada dia. Ainda sou fascinada pela internet, essa janela para o mundo, onde podemos acessar biografias, livros, dicionários, tradutores, jurisprudências, legislações, e de qualquer país! E também podemos acompanhar a vida de qualquer pessoa. O pior é que as pessoas querem que acompanhemos suas vidas!
O twitter é a prova. As pessoas já nem tem mais opiniões, elas têm pensamentos de 1 frase! E compartilham imediatamente com todos. Fez tanto sucesso que os demais sites de relacionamento também criaram seus murais onde as pessoas vão postando seus pensamentos, atualizando o mundo quanto ao andamento de seus afazeres diários.
Mas enfim. A questão é que cada vez que surge um novo site, temos que aprender tudo de novo. Nada impossível, basta um pouco de paciência. Mas para quem tem apenas 26 anos, é impressionante que ficar defasada nas tecnologias com essa rapidez...
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Educação
Que a educação é importante, todos sabem. Até os gregos sabiam disso a mais de 2.000 anos. A falta de educação pode ruir toda uma sociedade. Mesmo assim, nossos contemporâneos continuam a negligenciá-la.
Não sei se seria ignorância, ou se simplesmente torcem para que não estejam mais aqui quando o teto desabar. Mas alguém estará. E, na verdade, acho que estamos.
O colegial, com todas as suas teorias de química, física, matemática, filosofia, português, etc, todas essas matérias que enlouquecem a vida dos estudantes, é fundamental para sustentar e reger a vida das pessoas. Claro está que a grande maioria das pessoas não usará a formação da estrutura de uma molécula de glicídio no seu dia a dia. Mas o estímulo ao raciocínio faz maravilhas às pessoas. O estímulo à leitura pode criar uma nova pessoa. E pode transformar o cotidiano de muitos.
A clássica teoria da Física, “dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço simultaneamente”, seria de enorme utilidade para quem quer entrar no elevador, ou no metrô. Se os dois corpos não podem estar, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, o que dirá 20, 30, ou os 60 do metrô. Lógico será, então, sair da frente da porta e deixar quem está dentro sair.
Ou, poderiam saber que incomoda aos outros ouvir rádio dentro de ônibus intermunicipal. Se soubessem ler, poderiam lê o aviso na entrada do ônibus. Ou se tivessem aprendido a fazer analogias, poderiam saber que rádio pode ser interpretado como qualquer aparelho sonoro, incluindo o MP4.
A cidade irá ruir. Pois haverá um enorme engarrafamento, em que ninguém mais sairá do lugar. Ninguém cumprirá os compromissos ou chegará ao trabalho. Pois estarão presos entrando e saindo dos ônibus, metrôs e elevadores; o trânsito estará caótico, pois ninguém sabia porque deveriam parar no sinal, cruzando os sinais vermelhos, e há batidas e atropelamentos em todas as esquinas. Sim, é o caos.
Mas talvez, como uma fênix, a sociedade ressurja em breve. Numa formação melhor do que a atual. E com mais cultura e educação. E as criancinhas, quando ouvirem falar de nós, acharão engraçadíssimo, e perguntarão aos seus pais: -mas eles não sabiam que tem que dar espaço paras os outros passarem?
Não sei se seria ignorância, ou se simplesmente torcem para que não estejam mais aqui quando o teto desabar. Mas alguém estará. E, na verdade, acho que estamos.
O colegial, com todas as suas teorias de química, física, matemática, filosofia, português, etc, todas essas matérias que enlouquecem a vida dos estudantes, é fundamental para sustentar e reger a vida das pessoas. Claro está que a grande maioria das pessoas não usará a formação da estrutura de uma molécula de glicídio no seu dia a dia. Mas o estímulo ao raciocínio faz maravilhas às pessoas. O estímulo à leitura pode criar uma nova pessoa. E pode transformar o cotidiano de muitos.
A clássica teoria da Física, “dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço simultaneamente”, seria de enorme utilidade para quem quer entrar no elevador, ou no metrô. Se os dois corpos não podem estar, ao mesmo tempo, no mesmo lugar, o que dirá 20, 30, ou os 60 do metrô. Lógico será, então, sair da frente da porta e deixar quem está dentro sair.
Ou, poderiam saber que incomoda aos outros ouvir rádio dentro de ônibus intermunicipal. Se soubessem ler, poderiam lê o aviso na entrada do ônibus. Ou se tivessem aprendido a fazer analogias, poderiam saber que rádio pode ser interpretado como qualquer aparelho sonoro, incluindo o MP4.
A cidade irá ruir. Pois haverá um enorme engarrafamento, em que ninguém mais sairá do lugar. Ninguém cumprirá os compromissos ou chegará ao trabalho. Pois estarão presos entrando e saindo dos ônibus, metrôs e elevadores; o trânsito estará caótico, pois ninguém sabia porque deveriam parar no sinal, cruzando os sinais vermelhos, e há batidas e atropelamentos em todas as esquinas. Sim, é o caos.
Mas talvez, como uma fênix, a sociedade ressurja em breve. Numa formação melhor do que a atual. E com mais cultura e educação. E as criancinhas, quando ouvirem falar de nós, acharão engraçadíssimo, e perguntarão aos seus pais: -mas eles não sabiam que tem que dar espaço paras os outros passarem?
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Originalidade, para quebrar o vício
Nos falta originalidade para quebrar as velhas tradições. Recentemente li uma matéria dizendo que, muito embora o brasileiro seja conhecido por sua criatividade, poucos eram os registros de produtos inovadores no mercado.
Mas a falta de originalidade nos ataca até nas coisas mais banais do dia-a-dia. Como nas justificativas. Esse mês o filho do presidente viajou num avião da FAB, com mais 15 pessoas, de São Paulo a Brasília. Não há norma nenhuma dizendo que isso pode. Viajar no avião da FAB justifica-se quando há interesse para a sociedade, quando há uma figura importante do governo trabalhando a nosso favor e precisa da proteção. Não era o caso.
E o pior é que a justificativa do governo para o descaso com o recurso público é que isso é costume. Sempre foi assim, e continua assim. Os outros governos fizeram e esse faz também.
O erro do outro não pode nunca justificar o nosso erro. Alguém jogar lixo no chão não é motivo para jogarmos também. Se assim fosse, não progrediríamos nunca. Imagina se agora vamos dizer que assaltar, traficar e matar são práticas comuns no rio, e a gente só continuou. Não cola, porque não é justificativa.
E vale lembrar que dinheiro público não é dinheiro sem dono. Dinheiro público deveria ser tratado com o maior respeito por todos, pois é fruto do nosso trabalho diário, dos nossos tantos impostos, e tem que ser usado para melhorar a nossa vida. Não a vida de 1, mas igualitariamente de todos. Tem que ser usado nas escolas, hospitais, transportes, saneamentos, redes pluviais, sistema elétrico, e todas as muitas e muitas coisas que são pagas com o nosso dinheiro. É o nosso dinheiro voltando para a gente. Por isso não pode, nunca, servir para atender a 1, e nem para usar a frase cretina de gente tapada “eu tô pagando, posso pegar pra mim”, ou ainda, o posso sujar, quebrar...
Mas a falta de originalidade nos ataca até nas coisas mais banais do dia-a-dia. Como nas justificativas. Esse mês o filho do presidente viajou num avião da FAB, com mais 15 pessoas, de São Paulo a Brasília. Não há norma nenhuma dizendo que isso pode. Viajar no avião da FAB justifica-se quando há interesse para a sociedade, quando há uma figura importante do governo trabalhando a nosso favor e precisa da proteção. Não era o caso.
E o pior é que a justificativa do governo para o descaso com o recurso público é que isso é costume. Sempre foi assim, e continua assim. Os outros governos fizeram e esse faz também.
O erro do outro não pode nunca justificar o nosso erro. Alguém jogar lixo no chão não é motivo para jogarmos também. Se assim fosse, não progrediríamos nunca. Imagina se agora vamos dizer que assaltar, traficar e matar são práticas comuns no rio, e a gente só continuou. Não cola, porque não é justificativa.
E vale lembrar que dinheiro público não é dinheiro sem dono. Dinheiro público deveria ser tratado com o maior respeito por todos, pois é fruto do nosso trabalho diário, dos nossos tantos impostos, e tem que ser usado para melhorar a nossa vida. Não a vida de 1, mas igualitariamente de todos. Tem que ser usado nas escolas, hospitais, transportes, saneamentos, redes pluviais, sistema elétrico, e todas as muitas e muitas coisas que são pagas com o nosso dinheiro. É o nosso dinheiro voltando para a gente. Por isso não pode, nunca, servir para atender a 1, e nem para usar a frase cretina de gente tapada “eu tô pagando, posso pegar pra mim”, ou ainda, o posso sujar, quebrar...
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Mal do Século
Não acredito que depressão seja um estado, ou sentimento, novo. Apenas seu nome, sua definição. O sentimento, no entanto, já é antigo. É comum em livros de 3 séculos atrás. As pessoas simplesmente iam perdendo a vontade de viver e definhavam até a morte.
Hoje, todo mundo é estressado e deprimido. Quem não tem um amigo bipolar, que alterna entre fases de euforia e atividades, inconseqüentes, e fases de reclusão. Somos todos estressados, o que favorece muito o surgimento da depressão. E como não ser?
Vivemos em uma cidade que engarrafa diariamente. Nem mais aos sábados e domingos podemos sair às ruas livres dos congestionamentos e buzinas – e como não poderia deixar de ser, sem os xingamentos, tão freqüentes no trânsito.
A política vai mal, e o atendimento público é péssimo. Os hospitais estão super lotados, sem médicos ou equipamentos, e cheios de infiltrações, ratos e baratas.
A polícia, grande parte corrupta, que se impõe na rua com seus fuzis ameaçando os transeuntes, pois somos todos suspeitos.
Os traficantes, que tomaram conta da cidade, estão sempre de olho, nas esquinas, vendo quem vem e quem vai, e se passar um distraído, ainda aproveita para assaltar. Se passar um fissurado, aproveita para vender...
As escolas andam com suas carteiras quebradas, banheiros interditados, professores neuróticos, sem segurança, funcionários ou, mesmo, comida.
E, em meio ao caos – claro, a cidade continua linda, mas ninguém vive só de beleza- leio que o atendimento psicológico oferecido pelos Médicos Sem Fronteiras no Complexo do Alemão chegará ao fim em novembro. Em uma comunidade que o Estado não consegue entrar, que nem o atendimento médico básico não consegue chegar.
Não basta mais só o atendimento médico oferecido pelo Estado. Precisamos, cada vez mais, do atendimento psicológico amplo, atendendo as comunidades. Mas como falar para o Estado começar a atender as pessoas que estão adoecendo por conta do abandono do próprio Estado?
Hoje, todo mundo é estressado e deprimido. Quem não tem um amigo bipolar, que alterna entre fases de euforia e atividades, inconseqüentes, e fases de reclusão. Somos todos estressados, o que favorece muito o surgimento da depressão. E como não ser?
Vivemos em uma cidade que engarrafa diariamente. Nem mais aos sábados e domingos podemos sair às ruas livres dos congestionamentos e buzinas – e como não poderia deixar de ser, sem os xingamentos, tão freqüentes no trânsito.
A política vai mal, e o atendimento público é péssimo. Os hospitais estão super lotados, sem médicos ou equipamentos, e cheios de infiltrações, ratos e baratas.
A polícia, grande parte corrupta, que se impõe na rua com seus fuzis ameaçando os transeuntes, pois somos todos suspeitos.
Os traficantes, que tomaram conta da cidade, estão sempre de olho, nas esquinas, vendo quem vem e quem vai, e se passar um distraído, ainda aproveita para assaltar. Se passar um fissurado, aproveita para vender...
As escolas andam com suas carteiras quebradas, banheiros interditados, professores neuróticos, sem segurança, funcionários ou, mesmo, comida.
E, em meio ao caos – claro, a cidade continua linda, mas ninguém vive só de beleza- leio que o atendimento psicológico oferecido pelos Médicos Sem Fronteiras no Complexo do Alemão chegará ao fim em novembro. Em uma comunidade que o Estado não consegue entrar, que nem o atendimento médico básico não consegue chegar.
Não basta mais só o atendimento médico oferecido pelo Estado. Precisamos, cada vez mais, do atendimento psicológico amplo, atendendo as comunidades. Mas como falar para o Estado começar a atender as pessoas que estão adoecendo por conta do abandono do próprio Estado?
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